O bolso dos paraenses pode sentir um novo impacto nos próximos dias. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) analisa nesta terça-feira (11) a proposta de reajuste das tarifas da Equatorial Pará, que prevê aumento médio de 7,60%.
A decisão ainda não está definida e o percentual pode ser alterado durante a reunião da diretoria da agência. Representantes do Conselho de Consumidores de Energia Elétrica do Pará (Concepa) estão em Brasília para tentar reduzir o índice apresentado.
A proposta atual já é menor do que a previsão inicial da Aneel, que chegou a apontar um impacto médio de 13,41%. A redução ocorreu após a inclusão de recursos do Uso de Bens Públicos (UBP), que diminuíram o efeito calculado para os consumidores.
Para a baixa tensão, categoria que concentra a maioria das residências e pequenos comércios, o reajuste médio proposto é de 7,40%. Para os consumidores de alta tensão, como indústrias e grandes empresas, o percentual chega a 8,42%.
O Concepa argumenta que o aumento pode provocar efeitos além da própria conta de energia. A elevação dos custos para empresas e indústrias pode acabar sendo repassada aos consumidores por meio de produtos e serviços mais caros.
O reajuste também é contestado na Justiça. O Governo do Pará, por meio da Procuradoria-Geral do Estado, entrou com uma ação para tentar suspender o aumento e questionou aspectos relacionados à formação da tarifa.
A palavra final será da Aneel. A Equatorial Pará informou que aguarda a decisão da agência para aplicar o percentual que for oficialmente aprovado.
Se o reajuste de 7,60% for confirmado, o aumento poderá representar mais uma despesa para o orçamento das famílias paraenses, em um momento em que qualquer alta na conta de energia tem impacto direto nas despesas do mês.